O Inimigo Público

No passado dia 21 de Novembro, o jornal "Público" publicou uma "notícia" intitulada "TAP Põe Hospedeiras a Render", no seu suplemento "O Inimigo Público".

O texto pretendia fazer humor, mas tem um gosto duvidoso e um discurso inqualificável. Não gostaríamos de ajudar o referido jornal, mas sentimos-nos na obrigação de divulgar o seu texto de modo a que todos saibam o que aquele jornal publicou.

Estamos ainda na disposição de apoiar as Assistentes de Bordo da TAP que queiram processsar aquele jornal.

 

TAP PÕE HOSPEDEIRAS A RENDER

A transportadora aérea nacional apresentou um conjunto de medidas com vista à optimização das balanços de despesas e receitas de operação. As mudanças ocorrerão a vários níveis, por exemplo, a cabina de passageiros passará a ser despressurizada, sendo o oxigénio vendido avulso em garrafas de alpinista. Também o velho autocarro que leva os passageiros ao avião passará a ser pago à parte. Já as hospedeiras serão substituídas (ou reconvertidas) por prostitutas que ganham à comissão. As habituais indicações de segurança no início do voo serão substituídas por um show erótico. Os rebuçadinhos distribuídos durante a descolagem e aterragem serão substituídos por pastilhas elásticas reutilizáveis que o passageiro tem que entregar à saída, sob pena de não lhe ser devolvida a bagagem.

 

A reacção das Relações Públicas da TAP foi a seguinte:

 

Na edição do PÚBLICO de 21-11-03, na página 7 do suplemento O Inimigo Público, foi divulgada uma pequena nota que provocou algum desconforto entre os profissionais da TAP Air Portugal.

Tendo muito embora em consideração que se trata de um suplemento humorístico, não podemos deixar de manifestar aquilo que foi nesta casa considerado como uma manifestação de menos bom gosto, susceptível até de afectar a imagem e a honorabilidade de todos os que aqui trabalham.

Com efeito, e salvo melhor opinião, estamos em crer que frases como "TAP põe hospedeiras a render" e "as hospedeiras serão substituídas (ou reconvertidas por prostitutas que ganham à comissão)", por exemplo, excedem as mais elementares regras de bom senso e do bom gosto.

Consideramos ainda que teria sido possível escrever um texto humorístico sem ter de descer ao nível da mais primária brejeirice, ilustrada por expressões como "as habituais indicações de segurança serão substituídas por um 'show' erótico"...

Como leitores assíduos do PÚBLICO, sempre nos habituámos aos elevados padrões de qualidade e responsabilidade que sempre caracterizaram o jornal.

Apelamos assim ao director do PÚBLICO no sentido de preservar tais valores, evitando tudo o que, no nosso entender, possa de alguma forma ferir a susceptibilidade de profissionais dignos que diariamente contribuem para a boa imagem que os portugueses têm da sua transportadora aérea.

António Monteiro

Comunicação e Relações Públicas da TAP

 

A reacção do "Aeronauta" foi a seguinte (em e-mail dirigido ao chefe da redacção):

 

Exmo. Sr.,

Foi com preplexidade que lemos a inqualificável "notícia" publicada n'O Inimigo Público do passado dia 21 de Novembro.

De facto, nele são insultadas profissionais que não são perdidas nem achadas nas intenções obscuras - e talvez até Freudianas - do autor em denegrir as Assistentes de Bordo da TAP Air Portugal. O autor mostra ainda falta do toda e qualquer qualidade no tipo de humor que tentou fazer, utilizando uma forma baixa e brejeira para o atingir. Mais: cobardemente nem sequer assinou o referido "trabalho" cuja publicação V. Exa. terá autorizado (ou terá sido publicado sem o seu conhecimento?).

O referido texto não teria lugar nem no pasquim mais reles que se possa imaginar, mostrando o nível a que o vosso jornal desceu!

Pela nossa parte, vamos fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para divulgar a "notícia" por todas as  Assistentes de Bordo da TAP e incitá-las a processar o vosso jornal, pois não se admite tal. E se a mãe do autor da "piada" fosse Assistente de Bordo da TAP, seria também reconvertida em prostituta, como é sugerido na "notícia"?

Achamos que a reacção das Relações Públicas da TAP foi muito branda, pois a "notícia" não causou "algum desconforto", mas sim revolta e indignação.

Vamos também fazer o que estiver ao nosso alcance para impedir que a TAP continue a comprar o vosso jornal (como já aconteceu com outras publicações).

Sem mais,

José Gonçalves

webmaster@aeronauta.com

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